Lápis da cor de quem?
- Laiziana S. C.

- 24 de jan. de 2019
- 2 min de leitura
Hoje eu vim aqui pra falar de um assunto muito importante,

vim falar na posição de psicóloga, mulher e principalmente NEGRA. Acredito que muitas crianças assim como eu na infância, já parou pra se questionar sobre o seguinte:
- Como minha cor é percebida e valorizada no mundo onde estou inserido?
- Resposta: não é!
Pois bem, vivi uma infância onde os lápis de cor da pele eram sempre bege ou um tom mais claro, ou seja, sempre representando a cor da pele branca, onde as bonecas sempre tinham cabelo liso, loiro, ruivo ou preto, olhos claros e eram em sua maioria brancas. E por aí vai...
Você alguma vez já parou pra pensar nos sentimentos negativos e crenças que foram enraizadas em uma criança por conta desse tipo de preconceito? Pois é, as marcas deste preconceito ainda existem, e o próprio preconceito também está enraizado. Como por exemplo; no momento em que você não sentiu falta desses lápis com novos tons, ou de bonecas de pele escura, você acabou não pensando nas consequências que poderiam gerar em uma criança que não se encontrava representada na sociedade por conta de sua aparência física. #forte!
Portanto nos dias de hoje, fico um pouco mais aliviada ao ver que existem marcas de lápis de cor, brinquedos, produtos, e até escritores de histórias infantis e desenhos animados, tendo a iniciativa de fabricar seus produtos, pensando em todos os públicos e respeitando a diversidade racial que existente na população brasileira. Desta forma, penso que as crianças desta geração verá desconstruída a antiga idéia de que somente o rosa ou bege pode ser usado para pintar a cor das pessoas. Demorou mas chegou, agora é lutar e torcer para que mais marcas e produtos se disponham a abrir mão do padrão imposto por uma maioria elitista e passe a valorizar e reconhecer da diversidade e individualidade de cada um.
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